A construção colaborativa do Open Insurance
O Open Insurance foi concebido, desde o início, para ser um ecossistema construído de forma colaborativa. Dessa forma, sua implementação envolve a atuação coordenada de diferentes agentes do mercado segurador, como seguradoras, Sociedades Processadoras de Ordem do Cliente (SPOCs), participantes do Sandbox Regulatório da Susep, entidades representativas do setor e demais instituições que integram o ecossistema, além da Superintendência de Seguros Privados (Susep), responsável pela regulamentação e acompanhamento da iniciativa. Essa estrutura permite que decisões, padrões e processos sejam desenvolvidos de forma conjunta, contribuindo para a construção de um ambiente integrado, seguro e mais alinhado às necessidades do setor.
A colaboração está presente desde a definição das regras que orientam o funcionamento do ecossistema até a implementação de soluções que viabilizam o compartilhamento de dados e serviços. Em vez de depender da atuação isolada de uma única organização, o Open Insurance reúne diferentes agentes que contribuem com conhecimentos técnicos, experiências de mercado e perspectivas complementares para sua evolução.
Para organizar essa construção coletiva, foi criada uma Estrutura de Governança responsável pelo processo de implementação do Sistema de Seguros Abertos. Essa estrutura é composta pelo Conselho Deliberativo, pelo Secretariado e pelos Grupos Técnicos, cujas atribuições são estabelecidas por regulamentação da Susep. Esse modelo busca garantir representatividade entre os participantes e contribuir para a mitigação de conflitos de interesse ao longo da evolução do ecossistema.
Dentro desse processo, o Conselho Deliberativo ocupa papel central. Como o principal órgão da governança do Open Insurance, é responsável por decidir questões estratégicas relacionadas à implementação do ecossistema, propor padrões técnicos à Susep, aprovar orçamentos, definir diretrizes para o Secretariado e os Grupos Técnicos e deliberar sobre temas relevantes para o desenvolvimento da iniciativa. Sua atuação contribui para que as decisões sejam tomadas de forma estruturada e alinhada aos objetivos do sistema.
O Secretariado atua na coordenação das atividades administrativas e operacionais da governança, apoiando o funcionamento das diferentes frentes de trabalho. Já os Grupos Técnicos reúnem especialistas de diversas instituições para discutir temas relacionados à tecnologia, segurança da informação, experiência do usuário, aspectos jurídicos, governança e demais assuntos necessários para a implementação e evolução do Open Insurance.
Além das seguradoras e demais sociedades supervisionadas pela Susep, o ecossistema também conta com a participação de outros agentes que exercem funções específicas dentro de sua estrutura. Entre eles estão as Sociedades Processadoras de Ordem do Cliente (SPOCs), atuantes nas jornadas de iniciação de serviços previstas na regulamentação, e as participantes do Sandbox Regulatório da Susep, que contribuem para o desenvolvimento de soluções inovadoras em ambiente supervisionado. A presença desses diferentes perfis fortalece a diversidade de perspectivas envolvidas na construção do sistema.
A participação de instituições com diferentes perfis e níveis de experiência amplia a pluralidade de contribuições nas discussões conduzidas pela governança. Essa diversidade de agentes e a estrutura de governança compartilhada contribuem para que decisões e iniciativas sejam construídas de forma participativa, considerando diferentes perspectivas e necessidades do mercado.
A construção colaborativa é uma característica central do Open Insurance. A atuação coordenada entre regulador, governança, participantes e especialistas permite que o ecossistema evolua de forma estruturada, conciliando inovação, padronização e segurança ao longo de sua implementação.
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