Mitos e verdades sobre o Open Insurance: o que realmente muda para usuários e participantes

Por Estrutura Inicial Open Insurance Brasil, setembro de 2026.

À medida que o Open Insurance avança no Brasil, cresce também o interesse sobre seu funcionamento e os impactos que o ecossistema pode trazer para usuários, participantes e mercado. Ao mesmo tempo, dúvidas e interpretações equivocadas acabam surgindo, principalmente em temas relacionados à segurança, compartilhamento de dados e papel dos participantes dentro da estrutura. 

Muitas vezes, essas dúvidas nascem da percepção de que o compartilhamento de dados significa perda de controle, exposição de informações ou transferência de responsabilidade para terceiros. 

Porém, na prática, o ecossistema foi estruturado justamente para funcionar dentro de padrões definidos de segurança, governança e consentimento, buscando garantir mais autonomia ao usuário e ampliar as possibilidades de personalização de produtos e serviços.

MITO: “O Open Insurance é uma iniciativa isolada das seguradoras”

VERDADE: O Open Insurance é uma infraestrutura regulamentada e supervisionada pela Susep, composta por diferentes tipos de participantes

Um dos equívocos mais comuns sobre o Open Insurance é imaginar que o ecossistema funciona como uma iniciativa criada individualmente pelas seguradoras.  

Na realidade, o Open Insurance é regulado e supervisionado pela Susep, que orienta as diretrizes regulatórias e acompanha a evolução da estrutura. Nesse contexto, temos a atuação do Conselho Deliberativo como instância responsável por avaliar e aprovar as ações necessárias ao funcionamento do ecossistema, incluindo iniciativas conduzidas pelos grupos técnicos e fornecedores envolvidos.  

Além disso, essa infraestrutura reúne diferentes tipos de participantes, incluindo seguradoras, Sociedades Processadoras de Ordem do Cliente (SPOCs), sociedades de capitalização e entidades abertas de previdência complementar, todos atuando de acordo com as regras estabelecidas para o funcionamento do ecossistema.
Na prática, isso significa que o Open Insurance funciona dentro de um ambiente estruturado, com regras definidas, padronização técnica e mecanismos voltados à segurança e à governança das operações.

MITO: “Vou perder a privacidade das minhas senhas e o controle dos meus dados após o compartilhamento”

VERDADE: O usuário mantém controle total sobre seus dados e a senha nunca deve ser compartilhada

Outro ponto frequentemente associado de forma equivocada ao Open Insurance é a ideia de que o usuário perde o controle sobre suas informações ao autorizar o compartilhamento de dados. 

Na realidade, as senhas de acesso utilizadas pelo usuário junto às participantes permanecem individuais e nunca devem ser compartilhadas. O usuário mantém autonomia sobre seus dados e pode conceder ou revogar autorizações de compartilhamento a qualquer momento. 

O próprio fluxo de consentimento do Open Insurance foi estruturado para que o usuário saiba quais informações deseja compartilhar, com quem e por quanto tempo. 

Isso significa que o compartilhamento ocorre apenas mediante autorização e dentro dos limites definidos pelo próprio usuário.

MITO: “Corro risco dos meus dados serem expostos e usados de forma indevida”

VERDADE: O compartilhamento ocorre dentro de rígidos padrões de segurança e apenas entre entidades autorizadas

Questões relacionadas à segurança digital também aparecem entre as principais dúvidas sobre o Open Insurance. 

O ecossistema foi estruturado para operar com protocolos e mecanismos de segurança voltados à proteção das informações compartilhadas entre participantes autorizadas. 

Uma comparação possível é imaginar o Open Insurance como um “túnel blindado” para o trânsito de informações. O compartilhamento ocorre dentro de padrões de segurança e limitado apenas aos dados necessários para a finalidade autorizada pelo usuário, em conformidade com as diretrizes da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). 

Além disso, o envio das informações acontece somente entre entidades autorizadas e supervisionadas dentro do ecossistema, de forma mais organizada, rastreável e segura. 

MITO: “O Open Insurance serve apenas para baixar o preço do seguro e possui taxas de compartilhamento”

VERDADE: O compartilhamento não gera custo para o usuário e o principal benefício está na personalização da experiência e das ofertas

Embora o aumento da competitividade possa contribuir para ofertas mais adequadas aos usuários, a proposta do Open Insurance vai além da simples redução de preços. 

O principal objetivo está relacionado à personalização da experiência, permitindo que o usuário tenha mais autonomia para enxergar, organizar e gerenciar suas informações relacionadas aos seus seguros. 

Com mais integração entre participantes autorizadas, o ecossistema também amplia possibilidades de inovação, desenvolvimento de novos serviços e construção de jornadas mais integradas.  

Na prática, o Open Insurance busca criar um ambiente em que o usuário tenha mais controle sobre suas informações e possa utilizar esse ecossistema de forma estratégica para acessar experiências mais aderentes às suas necessidades.

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