Open Insurance e SUSEP discutem próximos passos para a evolução do ecossistema
A evolução do Open Insurance e os próximos passos para a consolidação do ecossistema estiveram no centro de uma reunião institucional realizada em 27 de julho entre o Open Insurance Brasil e a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). O encontro reuniu todos os membros do Conselho Diretor da autarquia, além dos Conselheiros e do Secretário-Geral do OPIN, permitindo uma discussão sobre os principais temas relacionados ao desenvolvimento e evolução do Sistema de Seguros Aberto, reforçando a relevância do Open Insurance na agenda regulatória do setor e a maturidade do diálogo entre o regulador e os representantes do ecossistema.
Entre os assuntos abordados, de forma estratégica e abrangente, a estrutura definitiva de governança do Open Insurance esteve entre os temas que concentraram maior expectativa. Esse processo é especialmente relevante porque estabelecerá o modelo permanente de funcionamento do ecossistema, incluindo regras, responsabilidades e aspectos relacionados à sua operação.
Atualmente, a matéria está em análise no Grupo de Trabalho (GT) instituído pela SUSEP por meio da Portaria nº 8.442/2025, que tem entre suas atribuições revisar o arcabouço normativo do Open Insurance, avaliar a proposta de estrutura de governança e analisar questões como os critérios de participação obrigatória, procedimentos de dispensa, credenciamento das Sociedades Processadoras de Ordem do Cliente (SPOCs), certificações de jornada e monitoramento do sistema.
O prazo para conclusão dos trabalhos, inicialmente previsto para outubro de 2026, foi prorrogado por mais um ano por meio da Portaria SUSEP nº 8.575, de 7 de agosto de 2026, publicada no Diário Oficial da União em 24 de agosto de 2026, passando o novo prazo a ser contado a partir desta última publicação.
Novas oportunidades a partir do compartilhamento de dados
A reunião também aprofundou a discussão sobre produtos e casos de uso que podem aproveitar as possibilidades abertas pelo Open Insurance para gerar valor ao consumidor e ajudar a aumentar a penetração dos seguros no Brasil.
Nesse processo, o consumidor permanece no centro do ecossistema. É ele quem autoriza o compartilhamento de suas informações e decide quais dados poderão ser utilizados pelas instituições participantes e por quanto tempo.
A partir desse consentimento, os dados compartilhados podem levar a uma compreensão mais precisa de seu perfil e de suas necessidades, abrindo espaço para o desenvolvimento de ofertas mais aderentes a cada consumidor e para novas formas de acesso à proteção securitária. Dessa maneira, o potencial do Open Insurance vai além dos ganhos operacionais proporcionados pela integração entre os participantes e pode contribuir para ampliar as escolhas e a autonomia do consumidor em sua relação com o mercado.
E as cifras mostram que o espaço para esse avanço é significativo. Em 2024, os segmentos supervisionados pela SUSEP, que abrangem seguros, previdência complementar aberta e capitalização, registraram arrecadação de R$ 435,56 bilhões, crescimento de 12,2% em relação ao ano anterior. Em relação ao PIB, o setor de seguro hoje representa 6% e há previsão de essa fatia chegar a 10% em 2030. Isso mostra que, apesar da dimensão alcançada pelo mercado, ainda existe um amplo espaço para a expansão da proteção securitária no País.
Digitalização como parte dessa evolução
Outro aspecto destacado durante o encontro foi a importância da evolução digital das seguradoras. Aplicativos e outros canais digitais contribuem para integrar as possibilidades proporcionadas pelo Open Insurance às jornadas oferecidas aos consumidores, facilitando sua utilização no dia a dia.
Veja também


