Planejamento dos Grupos Técnicos para 2026 parte 1: como o ecossistema evolui na prática

Por Estrutura Inicial Open Insurance Brasil, junho de 2026.

A evolução do Open Insurance no Brasil depende de uma base técnica que precisa operar de forma contínua, segura e eficiente. À medida que o ecossistema evolui em termos de integrações e volume de chamadas de APIs, torna-se fundamental garantir não apenas a expansão do sistema, mas sua sustentação e aprimoramento constante. 

Para 2026, os Grupos técnicos de Tecnologia, Interfaces e Segurança, e Dados, direcionam suas iniciativas para o processo de amadurecimento, atuando sobre diferentes camadas do ecossistema, desde a operação das plataformas até a padronização de dados e o fortalecimento da segurança. 

No GT de Tecnologia, o foco está na operação do ecossistema e na evolução de seus principais componentes. Nesse contexto, ganha destaque o avanço do Módulo de Operações OPIN (MOP), voltado à consolidação e estabilização da operação no ambiente do Open Insurance, apoiando também no monitoramento e a melhoria contínua da qualidade dos dados transacionados no ecossistema. 

Também fazem parte dessa frente os avanços na Plataforma de Coleta de Métricas (PCM), com a previsão de entrega de melhorias evolutivas e regulatórias, o aprimoramento dos indicadores de desempenho e ajustes no modelo de dados. Além disso, foi desendivida a Ferramenta de Validação em Produção (FVP), que tem como objetivo verificar a conformidade da implementação dos produtos com os padrões técnicos estabelecidos pela Estrutura, promovendo amadurecimento da execução de ciclos de validação recorrentes, de forma a assegurar a qualidade estrutural das implementações das participantes. 

A sustentação das plataformas é outro elemento central desse trabalho. Isso envolve o atendimento a chamados, a implementação de melhorias e atualizações em componentes como Diretório, Motor de Conformidade, FVP, Mock OPIN, PCM, Plataforma de Disputas, Portal Institucional e Service Desk, garantindo o funcionamento contínuo e a evolução desses ambientes. 

No campo de infraestrutura, as iniciativas contemplam a gestão do ambiente em nuvem, com evolução da governança e maior controle sobre os recursos utilizados, além de ações voltadas à redução de custos por meio de práticas de FinOps, que envolvem a gestão dos custos de tecnologia, especialmente em ambientes de nuvem, com foco em eficiência e melhor aproveitamento dos recursos. Também ganham relevância iniciativas para aumentar a resiliência e evoluir o monitoramento do ambiente, com implementação de arquitetura de recuperação contra desastres ativo-passivo. 

A eficiência operacional também aparece no planejamento por meio da automação de fluxos de implantação e de rotinas automatizadas, com foco na redução de custos e na otimização das operações do ecossistema. 

No GT de Interfaces e Segurança, o foco está na proteção do ecossistema e no fortalecimento dos mecanismos de segurança. As iniciativas incluem a operação contínua de monitoramento, com gestão de vulnerabilidades, uso de threat intelligence (inteligência de ameaças) e evolução dos controles operacionais, além da realização de testes de segurança, como pentests e simulações de incidentes. 

O grupo também atua na evolução dos processos de gestão de incidentes e mudanças, além do aprimoramento de arquiteturas de recuperação em cenários críticos, garantindo a continuidade dos serviços mesmo diante de incidentes. 

Já o GT de Dados concentra seus esforços na evolução das APIs (Application Programming Interface, ou Interface de Programação de Aplicações), dos fluxos de consentimento e da padronização das informações compartilhadas entre as participantes. Esse trabalho inclui a execução de ciclos de melhoria, com releases e ajustes contínuos, além da manutenção das documentações técnicas e do portal do desenvolvedor, que apoia as instituições na implementação dos requisitos. 

O grupo também atua no suporte técnico às participantes, por meio de service desk, voltado ao tratamento de dúvidas técnicas das participantes. Além disso, estão incluídas entre as atividades do GT a análise de temas estruturais, como a adequação das regras de consentimento em função da evolução das APIs, a padronização de identificadores, a definição de novos fluxos e a avaliação de impactos regulatórios, incluindo aqueles relacionados ao marco legal de seguros. Essas análises técnicas e regulatórias têm papel central na evolução do ecossistema, ao orientar ajustes nas APIs, nos fluxos e nas definições operacionais. 

Outro aspecto relevante é a evolução de ambientes de suporte às participantes, como a Área do Participante, que passa por melhorias funcionais contínuas, além das atividades relacionadas à gestão de conformidade, que envolvem análise de APIs, certificações, acompanhamento regulatório e tratamento de ofícios. O atendimento a chamados técnicos e a condução de discussões nos GTs também fazem parte desse processo. 

O planejamento técnico contempla ainda um conjunto estruturado de evoluções futuras, organizadas em backlog pelos Grupos de Trabalho, refletindo as prioridades técnicas já mapeadas para os próximos ciclos de evolução do ecossistema. Esse processo permite priorizar iniciativas, evoluir as soluções existentes e preparar o ecossistema para novas demandas e funcionalidades. 

Grupos que se complementam 

A atuação integrada dos GTs técnicos é essencial para garantir essa evolução. A operação das plataformas, a segurança das interfaces e a estruturação dos dados estão diretamente conectadas, e o avanço de uma dessas frentes depende das demais. Essa conexão permite que o Open Insurance evolua de forma coordenada e consistente. 

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