Open Insurance avança em 2026: veja o que está previsto para esse ano
* As datas e marcos apresentados neste cronograma possuem caráter referencial e poderão sofrer alterações ao longo do tempo, de acordo com a evolução das definições técnicas e regulatórias conduzidas pelo Grupo de Trabalho (GT) para o Open Insurance (OPIN) na SUSEP.
O avanço do Open Insurance Brasil segue apoiado em um cronograma técnico estruturado, que organiza a evolução do ecossistema ao longo de 2026. A chamada “release de melhorias” reúne atualizações relevantes nas APIs de Fases 1, 2 e 3, incluindo novas funcionalidades, ajustes em regras existentes e aprimoramentos técnicos que buscam garantir maior estabilidade, padronização e conformidade entre as participantes.
Na Fase 1, que contempla principalmente o compartilhamento de dados abertos e estruturais do ecossistema, o cronograma prevê marcos importantes ao longo do ano. Entre eles, destacam-se as datas de disponibilização dos arquivos de especificação técnica (os chamados swaggers, que descrevem as especificações técnicas das APIs, como seus padrões de funcionamento e integração), previstas para 30 de março e 13 de julho, associadas à primeira e à segunda onda, e que antecedem os marcos de entrada em produção da Fase 1. As operações em produção também estão organizadas em duas ondas: a primeira com início em 30 de junho e a segunda em 29 de novembro. Essas ondas representam etapas sequenciais de disponibilização do ecossistema em ambiente produtivo, nas quais diferentes conjuntos de funcionalidades passam a estar efetivamente disponíveis para uso pelas participantes.
Já nas Fases 2 e 3, que envolvem etapas mais avançadas do ecossistema, o cronograma estabelece o início dos processos de certificação no Motor de Conformidade em dois momentos: a partir de 2 de fevereiro, para os blocos 1 a 3, e de 6 de abril, para os blocos 4 a 6. Esse processo funciona como uma validação técnica obrigatória, garantindo que as implementações realizadas pelas participantes estejam aderentes aos padrões definidos para o Open Insurance.
A organização por blocos permite estruturar a evolução do ecossistema.
O Bloco 1 contempla dados cadastrais, consentimento, recursos e seguros patrimoniais residenciais. O Bloco 2 abrange seguros patrimoniais empresariais, de condomínio, lucros cessantes, riscos de engenharia e assistência de bens em geral. O Bloco 3 reúne responsabilidades, riscos financeiros (exceto crédito interno e exportação) e aceitação sucursal e negócios no exterior. O Bloco 4 inclui seguros rural, automóvel, transportes e patrimonial para riscos diversos. O Bloco 5 contempla o segmento habitacional e patrimonial com garantia estendida. Já o Bloco 6 abrange previdência (risco e sobrevivência), capitalização, seguros de pessoas e assistência financeira.
Outro ponto relevante é a aplicação obrigatória da Política de Versionamento de APIs, na versão 1.3, que estabelece regras para a convivência entre diferentes versões e define os fluxos de melhoria (padrão) e de hotfix (correções emergenciais aplicadas para ajustes rápidos em produção). A política também orienta como as alterações devem ser classificadas e implementadas, garantindo que evoluções nas APIs ocorram de forma controlada e sem comprometer a estabilidade das integrações entre as participantes.
Nesse contexto, destaca-se também o período de multiversionamento das fases 2 e 3, previsto de abril a julho para os blocos 1 a 3 e de junho a setembro para os blocos 4 a 6, quando diferentes versões das APIs poderão coexistir em ambiente produtivo. Esse modelo permite uma transição mais segura entre versões, exigindo também maior atenção das participantes na gestão de suas integrações.
Por fim, as entregas previstas para o período também consideram o alinhamento com exigências regulatórias externas, como a Instrução Normativa RFB (Receita Federal do Brasil) nº 2.229, que estabelece a adoção de um novo formato alfanumérico para o CNPJ. Essa mudança impacta a forma como informações cadastrais são estruturadas e processadas nos sistemas das empresas, exigindo adaptações tecnológicas e reforçando a necessidade de evolução coordenada do ecossistema, com foco em conformidade regulatória.
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