Open Insurance Brasil conclui entregas regulatórias de 2025 e inicia fase de sustentação do ecossistema
O ano de 2025 marcou a conclusão das principais entregas regulatórias do Open Insurance Brasil, com a finalização de marcos previstos nas Fases 1, 2 e 3 e o início da operação em produção de APIs e serviços centrais do ecossistema. Ao longo do período, o foco esteve não apenas na entrega de novos componentes, mas também na estabilização técnica e na organização do modelo operacional que sustenta o compartilhamento de dados e a iniciação de serviços.
Governança, escala e operação do ecossistema em 2025
Ao longo de 2025, o Open Insurance Brasil operou em um ecossistema composto por 67 sociedades participantes, organizadas em 8 Grupos Técnicos (GTs), que reuniram mais de 230 profissionais das próprias participantes diretamente envolvidos nas discussões, definições técnicas e acompanhamento das entregas.
A interação com o regulador também foi intensa e contínua. No período, foram 26 ofícios recebidos e tratados da SUSEP, além do envio de 43 ofícios pela Estrutura Inicial, refletindo o acompanhamento próximo dos marcos regulatórios e das evoluções do programa. Complementarmente, foram distribuídos 50 comunicados e 47 boletins informativos às participantes ao longo do ano, assegurando alinhamento, transparência e previsibilidade operacional.
Do ponto de vista da operação do ecossistema, os volumes registrados em 2025 evidenciam a consolidação do Open Insurance em ambiente produtivo. No período, foram processadas 21,6 milhões de chamadas de APIs considerando todos os produtos do OPIN. Também foram criados mais de 66 mil consentimentos, dos quais mais de 10 mil foram efetivamente autorizados, resultando em uma taxa de conversão média de 15,8% ao longo do ano.
Esses indicadores reforçam a evolução do Open Insurance como um ecossistema operacionalmente ativo, com governança estruturada, escala crescente e bases consolidadas para a fase de sustentação e aprimoramento contínuo.
Encerramento da Fase 1 – 2ª Onda
A Fase 1 teve seu ciclo encerrado com a conclusão da 2ª Onda, incluindo o registro das certificações das APIs e o início das operações em produção. Esse marco consolidou o compartilhamento de dados abertos e estabeleceu uma base padronizada para a evolução das fases seguintes.
Avanço das Fases 2 e 3 e entrada em produção
Durante 2025, as Fases 2 e 3 avançaram do estágio de implementação para o início da operação em produção, ampliando o escopo do Open Insurance para o compartilhamento de dados cadastrais e transacionais e para os serviços de iniciação. Nesse processo, houve um ajuste relevante na forma de organizar as entregas, especialmente na Fase 3, que passou a considerar não apenas os blocos de ramos, mas também os diferentes tipos de serviço, como Endosso e Aviso de Sinistro, Cotação e Contratação, Sorteio, Portabilidade e Resgate.
Essa organização trouxe maior clareza para as participantes e melhor alinhamento com os fluxos operacionais efetivamente executados no ecossistema.
Certificação do Bloco 6 e conclusão do ciclo regulatório
Em 30 de junho de 2025, foi concluída a certificação das Fases 2 e 3 do Bloco 6, marco que representou a última etapa obrigatória de implementação do Open Insurance pelas participantes, conforme o cronograma regulatório definido pela SUSEP.
Com a entrega das APIs do Bloco 6 em Fase 3, encerrou-se encerra o ciclo de implementação de APIs refulatórias l, permitindo que o ecossistema passasse a operar em um novo patamar, com foco em estabilidade e evolução contínua.
Abrangência dos ramos e volume de melhorias
Ao final desse ciclo, o Open Insurance passou a contar com todas as APIs regulatórias implementadas cobrindo todos os blocos previstos, incluindo dados cadastrais, consentimento, produtos patrimoniais, automóvel, rural, transportes, responsabilidades, riscos financeiros, habitacional, previdência, capitalização, pessoas e assistência financeira.
O esforço técnico ao longo de 2025 se refletiu em 3.161 alterações implementadas, sendo:
- 484 na Fase 1
- 1.157 na Fase 2
- 1.520 na Fase 3
As melhorias concentraram-se principalmente em padronizações, ajustes de campos e tipagem, inclusão de novos elementos e refinamento das descrições e especificações técnicas, contribuindo para maior consistência e interoperabilidade entre as APIs.
Transição controlada e sustentação
Para reduzir riscos operacionais, o período também contou com fases de convivência entre perfis e versões, com suporte ao multiversionamento de APIs. Essa abordagem permitiu uma transição gradual para o novo modelo, respeitando os diferentes ritmos de adaptação das participantes.
Com o cumprimento dos marcos regulatórios previstos, o Open Insurance entra agora em uma fase de sustentação e aprimoramento contínuo, na qual o foco se volta à estabilidade operacional, à evolução incremental e ao aperfeiçoamento permanente do ecossistema.
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