Plataforma de Coleta de Métricas consolida o monitoramento do Open Insurance e detalha os funis da Fase 3

Por Estrutura Inicial Open Insurance, março de 2026.

A Plataforma de Coleta de Métricas (PCM) é o instrumento adotado pelo Open Insurance Brasil para acompanhar, de forma estruturada e contínua, o funcionamento do ecossistema a partir de indicadores técnicos e operacionais relacionados às integrações, às jornadas de consentimento e aos serviços iniciados. A plataforma tem como objetivo consolidar informações que apoiem a governança, o regulador e as sociedades participantes no acompanhamento da operação e na identificação de comportamentos, desvios ou inconsistências técnicas. 

Conforme descrito na documentação institucional da PCM, disponível no Portal do Desenvolvedor do OPIN (https://opinbrasil.atlassian.net/wiki/spaces/RDD/pages/426596/Plataforma+de+Coleta+de+M+tricas+-+PCM), a plataforma consolida informações reportadas pelas sociedades participantes e as apresenta por meio de indicadores e funis, permitindo análises tanto agregadas quanto segmentadas por tipo de jornada, fase do Open Insurance e perfil de participação. 

Estrutura e funcionamento da Plataforma de Coleta de Métricas 

A PCM está estruturada para receber dados reportados por meio de APIs específicas, de acordo com os modelos operacionais definidos para cada fase do Open Insurance. Esses dados alimentam painéis e indicadores que refletem o comportamento das integrações e das jornadas executadas no ecossistema, a partir dos eventos reportados pelas próprias participantes. 

A plataforma contempla métricas relacionadas à disponibilidade e ao desempenho das APIs, bem como métricas transacionais e de funil de consentimentos, que permitem que os participantes acompanhem o crescimento, eficiência e conformidade do ecossistema. 

Métricas e visão operacional do ecossistema 

A PCM possibilita o acompanhamento do ecossistema do Open Insurance a partir de diferentes perspectivas técnicas e operacionais. As métricas agregadas permitem observar indicadores como disponibilidade das APIs, tempos de resposta e padrões de operação. Já as métricas dinâmicas contemplam os eventos transacionais e os funis de consentimento, oferecendo uma visão mais detalhada do comportamento das jornadas executadas. 

Essa combinação de métricas permite identificar padrões de uso, acompanhar a evolução das integrações e subsidiar análises da governança e do regulador, além de apoiar as próprias sociedades participantes na leitura técnica de sua atuação no Open Insurance. 

Funis da Fase 3 e reporte dos eventos 

No contexto da implementação da Fase 3, a PCM contempla os funis associados às jornadas de iniciação de serviços. Esses funis são compostos a partir do reporte de eventos realizados pelas sociedades participantes, conforme o modelo operacional definido para essa fase. 

A modelagem dos funis da Fase 3 e a forma de reporte dos eventos que os compõem foram detalhadas em workshops técnicos promovidos pela governança do OPIN e disponibilizados posteriormente como material de apoio às sociedades participantes. Nesses encontros, foram apresentados o racional da Plataforma de Coleta de Métricas, o papel dos funis como instrumento de acompanhamento das jornadas e a distinção conceitual entre funil, evento e reporte no contexto da PCM. 

Os workshops também abordaram a estrutura dos funis da Fase 3, explicando como as etapas refletem os diferentes momentos das jornadas, desde o início da interação até a sua conclusão ou interrupção, bem como os tipos de eventos esperados em cada etapa. Foram detalhadas ainda as regras de associação entre eventos e permissões, fundamentais para a correta classificação das jornadas e para a consolidação das métricas na plataforma. 

Além disso, os materiais apresentaram orientações práticas sobre a utilização das APIs de métricas, incluindo o formato dos payloads, os campos obrigatórios, a lógica de envio dos eventos e os cuidados necessários para evitar inconsistências nos dados reportados. 

Os conteúdos dos workshops estão disponíveis para consulta pública no canal do Youtube do Open Insurance Brasil (https://www.youtube.com/watch?v=1utxqvs3P48 e https://www.youtube.com/watch?v=vd8UJhRz5Z0) e funcionam como apoio técnico e operacional às equipes responsáveis pela implementação e pelo envio dos eventos à PCM, em complemento à documentação oficial publicada no Portal do Desenvolvedor do Open Insurance Brasil. 

Prazo para envio dos eventos da Fase 3 

De acordo com as orientações apresentadas nos workshops técnicos da PCM e com as comunicações da governança do OPIN, o prazo de 30 de novembro de 2025 foi definido como marco para o envio dos eventos necessários à composição e ao acompanhamento dos funis da Fase 3 na Plataforma de Coleta de Métricas. 

A partir desse marco, a PCM passou a dispor de uma base mais ampla de informações para o acompanhamento das jornadas da Fase 3, permitindo análises consolidadas sobre o funcionamento do ecossistema. 

Materiais de apoio e orientação técnica 

Para apoiar as sociedades participantes nesse processo, a governança do OPIN disponibilizou workshops gravados e apresentações técnicas que detalham a estrutura da PCM, os indicadores definidos e os modelos de reporte aplicáveis à Fase 3. Esses conteúdos complementam a documentação oficial e contribuem para a compreensão prática do funcionamento da plataforma. 

Nesse contexto, a Plataforma de Coleta de Métricas se consolida como instrumento central de monitoramento técnico do Open Insurance Brasil, reforçando a transparência operacional, a previsibilidade do ecossistema e o acompanhamento contínuo da sua evolução.  

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