Construção coletiva: conheça os 8 Grupos Técnicos que viabilizam o Open Insurance no Brasil
O Open Insurance Brasil é muito mais que um projeto tecnológico. Ele institui um novo modelo de liberdade para o consumidor de seguros. Mas, para que essa engrenagem funcione com precisão, existe um trabalho de bastidores intenso e altamente organizado. A base dessa construção reside nos Grupos Técnicos (GTs), formados por especialistas do mercado, representantes das instituições participantes e outros profissionais envolvidos no desenvolvimento do ecossistema. Esses grupos produzem análises técnicas, estudos e recomendações que subsidiam as decisões do Conselho Deliberativo, responsável pelas diretrizes estratégicas e pela condução do processo de implementação do sistema.
Esses oito grupos funcionam de forma colaborativa, garantindo que cada aspecto do ecossistema seja debatido pelos especialistas em cada área, sempre com o objetivo de assegurar que a implementação do Open Insurance seja tecnicamente viável, juridicamente segura e alinhada às diretrizes regulatórias e às melhores práticas adotadas em ecossistemas de finanças abertas.
A seguir apresentamos uma versão resumida das atribuições de cada Grupo Técnico. A descrição completa e detalhada, incluindo funções técnicas e plataformas específicas, pode ser consultada no portal oficial: https://opinbrasil.com.br/cidadao/governanca/grupos-tecnicos
Tecnologia
O Grupo Técnico de Infraestrutura cuida da "espinha dorsal" do sistema, onde são definidos os padrões de APIs e as especificações técnicas que permitem que diferentes participantes se conectem de forma eficiente. É nesse grupo que são desenvolvidos os elementos que garantem a interoperabilidade entre os participantes.
Também é de responsabilidade deste GT a condução das implementações das seguintes plataformas: Portal, Diretório de Participantes, Service Desk, Plataforma de Resolução de Disputas, Plataforma Centralizada (Ressarcimento) e Sandbox.
Comunicação
Manter todos os públicos relacionados ao Open Insurance informados, com orientações claras e transparência, é a missão do GT de Comunicação. Além de produzir e organizar conteúdos para desenvolvedores, participantes e consumidores, o grupo também é responsável pela gestão do Portal Institucional e das redes sociais da iniciativa, garantindo alinhamento com as diretrizes oficiais do ecossistema. Sua atuação inclui ainda o monitoramento do que o mercado está discutindo sobre o Open Insurance, permitindo ajustes de comunicação, esclarecimento de dúvidas recorrentes e mitigação de desinformações, contribuindo para uma narrativa consistente e confiável.
Complementando essa estrutura, o subgrupo de Atendimento atua no mapeamento, desenho e implantação das regras e processos de relacionamento com os cidadãos, nosso público final. Isso inclui a definição do funil de atendimento, o correto direcionamento de solicitações e reclamações, a padronização de orientações técnicas e a estruturação da arquitetura de atendimento, com integração a canais como chatbots. O grupo também promove diretrizes e workshops voltados ao tratamento das demandas dos usuários, garantindo consistência, eficiência e qualidade na experiência ao longo de todo o ecossistema.
Experiência do Desenvolvedor e do Usuário (UX/DX)
O Grupo Técnico de Experiência do Desenvolvedor e do Usuário dedica-se a harmonizar a forma como os participantes do ecossistema interagem com o sistema e com os consumidores. Seu trabalho analisa a jornada do usuário desde a solicitação inicial até a conclusão de cada operação, buscando torná-la simples, clara e eficiente, uma das diretrizes principais estabelecidas pela Susep (Superintendência de Seguros Privados) para o Open Insurance.
Esse grupo também foi responsável pela elaboração do Guia de Experiência do Usuário, documento que estabelece princípios, diretrizes e critérios mínimos para garantir uma experiência padronizada nas jornadas oferecidas pelas sociedades participantes, contribuindo para que o compartilhamento de dados e serviços ocorra de forma intuitiva e segura para o usuário.
Políticas, Riscos e Compliance
O Grupo Técnico de Políticas, Riscos e Compliance analisa aspectos regulatórios e propõe diretrizes relacionadas à gestão de riscos no ecossistema do Open Insurance Brasil.
Suas reponsabilidades envolvem a definição de princípios e orientações que contribuem para a conformidade das operações, considerando temas como responsabilidade, segurança e funcionamento adequado do sistema.
Jurídico
Outro pilar fundamental para o Open Insurance Brasil é a segurança jurídica, para a qual contribui o Grupo Técnico Jurídico, que atua na elaboração, discussão e revisão dos contratos e regulamentos que estruturam o ecossistema.
Seu trabalho define os instrumentos jurídicos que estabelecem os direitos e obrigações dos participantes, além de apoiar a análise e a negociação dos contratos necessários à implementação e ao funcionamento do sistema.
Escopo de Dados
O Grupo Técnico de Escopo de Dados é responsável por estruturar tecnicamente os produtos do Open Insurance e definir seus escopos. Seu trabalho inclui especificar as interfaces utilizadas no ecossistema para o compartilhamento de dados, a iniciação de movimentações e outras funcionalidades que venham a ser definidas pelo regulador.
Interfaces e Segurança
O Grupo Técnico de Interfaces e Segurança é responsável por definir as propriedades, padrões e protocolos de autenticação e autorização, além dos requisitos mínimos de segurança que devem ser observados por todos os participantes do ecossistema.
Sua atuação inclui a realização de estudos e o desenvolvimento de especificações técnicas voltadas à proteção dos dados e à confiabilidade das operações. A partir dessas definições, são estabelecidos padrões de autenticação, autorização, criptografia e testes de conformidade para o monitoramento contínuo da conformidade dos participantes no Open Insurance.
Estrutura Definitiva
O Grupo Técnico de Estrutura Definitiva é responsável por discutir e consolidar a configuração estrutural do ecossistema do Open Insurance Brasil. Seu trabalho envolve a realização de benchmarks (análises comparativas com modelos e experiências de outros ecossistemas), o debate sobre as instâncias executivas e a proposição de frentes de atuação para o funcionamento do sistema.
Também cabe a esse grupo preparar e organizar o processo de transição da estrutura inicial para a estrutura definitiva, contribuindo para que o modelo final do ecossistema seja sólido, eficiente e sustentável no longo prazo.
Um ecossistema feito por muitas mãos
Na prática, essa divisão em oito frentes permite que o Open Insurance Brasil avance com profundidade técnica e, acima de tudo, segurança institucional. A partir das análises e propostas elaboradas nos Grupos Técnicos, o Conselho Deliberativo pode tomar decisões mais sólidas e bem fundamentadas para o desenvolvimento do ecossistema.
É esse modelo de governança colaborativa que posiciona o Brasil entre os países que vêm avançando na agenda de finanças abertas, criando um mercado mais competitivo, inovador e centrado no consumidor.
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